
Faz três semanas que voltei ao Pregnancy Center. Voluntario lá desde Outubro de 2005 mas estava de “licença maternidade” por três meses depois do nascimento da Julia.
No começo não sabia como ia ser a adaptação da Julia ao novo horário pois a levo comigo. Voltei a trabalhar apenas meio período, 2 vezes por semana, pra sentir como ela ia se adaptar mas até agora, tem se comportado maravilhosamente bem. Também, pudera, tem uma meia dúzia de “tias” lá doidinhas pra mimá-la. Tem até disputa pra ver quem vai carregá-la no colo... Isso me deixa mais aliviada pois assumi um compromisso de voluntariar lá por um período mínimo de 2 anos e não gostaria de quebrar meu acordo. Mesmo porque eles investiram em mim com cursos e treinamento. Ainda bem que tudo está fluindo bem.
Aqui nos EUA o aborto (provocado) é legal e MUITO praticado. Temos, pelo menos, 3000 abortos por dia no país. Os números são altíssimos e as pessoas encaram o aborto como uma escolha da mulher, afinal, os EUA são um país democrático. No Pregnancy Center tentamos mostrar às gestantes (a maioria com gestação não desejada) que há outras opções ao aborto. Claro que a escolha final é da cliente, mas muitas acham que o aborto é sua única “saída” e não tem idéia dos efeitos emocionais que ele causa. Acho que qualquer brasileiro ficaria chocado (como eu fiquei no começo) com a forma como eles encaram aborto como parte de suas vidas; sem pensar e, muitas vezes, sem conhecer as consequências.
No Pregnancy Center vemos muitas mulheres mudarem de idéia após passarem pelo centro, após um maior esclarecimento sobre o assunto e, muitas vezes, após verem seus bebês de apenas 7 – 8 semanas ao Ultra Som, completamente formados, com o coraçãozinho batendo. Muitas vão em frente e decidem abortar mas temos várias histórias que fazem valer nosso trabalho e vou compartilhar uma delas com vocês.
Essa garota veio ao centro no ano passado pra fazer um teste de gravidez e confirmar se estava grávida ou não. O teste foi positivo e ela não queria o bebê pois o seu relacionamento com o pai da criança era instável. Essa moça tem 34 anos e uma filha de 11 anos. A diretora do centro foi quem a atendeu e procurou mostrar-lhe as consequências do aborto e as outras opções que ela tinha, ajudando-a a processar cada uma delas. Após a conversa ela quis fazer um Ultra Som pra saber de quantas semanas estava e programar o aborto. Ela viu seu bebezinho completamente formado, mexendo-se bastante dentro do útero e com o coraçãozinho batendo. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela decidiu pensar melhor no que faria.
Semanas mais tarde ela nos procurou pra dizer que havia mudado de idéia e iria ter o bebê. Nós a ajudamos com roupas e outros artigos pro recém-nascido. No final da gestação ela me procurou e quis participar das aulas de preparo para o parto. Compareceu às 5 aulas que eu dou, semanalmente, junto com outros 2 casais. E seu namorado veio junto e era evidente a felicidade do casal com a vinda do bebê.
Ela teve um menino 1 mês antes do nascimento da Julia. O casal está junto e até sua filha de 11 anos está adaptada ao novo “pai”. Ela veio ao Pregnancy Center esta semana pra conversar comigo, mostrar seu bebê e conhecer a Julia mas eu não estava lá, infelizmente. Ela conversou com a diretora do centro (que a aconselhou na sua primeira vinda ao P Center) e, com os olhos cheios de lágrimas, disse que não tinha palavras pra agradecer a ajuda que recebera de nós, principalmente abrindo-lhes os olhos para as consequências do aborto. E disse que seu filho é uma das maiores alegrias que ela poderia ter e que não imagina sua vida sem ele.
GLÓRIA A DEUS!!! Essa foi uma história com final/começo feliz. Gostaríamos que todas fossem assim mas infelizmente não são.
Sempre que pensarem em mim, orem pelo trabalho no Pregnancy Center e pela lei do aborto nos EUA. Cremos que essa lei ainda pode mudar.
Nós, no Brasil, somos abençoados pelo fato do aborto se ilegal. E devemos isso à Igreja Católica que é totalmente contra o aborto! Sabemos que abortos acontecem no nosso país mas o fato de ser ilegal faz uma grande diferença na forma como as pessoas encaram o procedimento. Temos, pelo menos, 3000 abortos por dia aqui. Ja pensaram quantas vidas perdemos por ano? Triste realidade; mas temos esperança de que mude um dia e tentamos fazer nossa pequena parte no Pregnancy Center.
No começo não sabia como ia ser a adaptação da Julia ao novo horário pois a levo comigo. Voltei a trabalhar apenas meio período, 2 vezes por semana, pra sentir como ela ia se adaptar mas até agora, tem se comportado maravilhosamente bem. Também, pudera, tem uma meia dúzia de “tias” lá doidinhas pra mimá-la. Tem até disputa pra ver quem vai carregá-la no colo... Isso me deixa mais aliviada pois assumi um compromisso de voluntariar lá por um período mínimo de 2 anos e não gostaria de quebrar meu acordo. Mesmo porque eles investiram em mim com cursos e treinamento. Ainda bem que tudo está fluindo bem.
Aqui nos EUA o aborto (provocado) é legal e MUITO praticado. Temos, pelo menos, 3000 abortos por dia no país. Os números são altíssimos e as pessoas encaram o aborto como uma escolha da mulher, afinal, os EUA são um país democrático. No Pregnancy Center tentamos mostrar às gestantes (a maioria com gestação não desejada) que há outras opções ao aborto. Claro que a escolha final é da cliente, mas muitas acham que o aborto é sua única “saída” e não tem idéia dos efeitos emocionais que ele causa. Acho que qualquer brasileiro ficaria chocado (como eu fiquei no começo) com a forma como eles encaram aborto como parte de suas vidas; sem pensar e, muitas vezes, sem conhecer as consequências.
No Pregnancy Center vemos muitas mulheres mudarem de idéia após passarem pelo centro, após um maior esclarecimento sobre o assunto e, muitas vezes, após verem seus bebês de apenas 7 – 8 semanas ao Ultra Som, completamente formados, com o coraçãozinho batendo. Muitas vão em frente e decidem abortar mas temos várias histórias que fazem valer nosso trabalho e vou compartilhar uma delas com vocês.
Essa garota veio ao centro no ano passado pra fazer um teste de gravidez e confirmar se estava grávida ou não. O teste foi positivo e ela não queria o bebê pois o seu relacionamento com o pai da criança era instável. Essa moça tem 34 anos e uma filha de 11 anos. A diretora do centro foi quem a atendeu e procurou mostrar-lhe as consequências do aborto e as outras opções que ela tinha, ajudando-a a processar cada uma delas. Após a conversa ela quis fazer um Ultra Som pra saber de quantas semanas estava e programar o aborto. Ela viu seu bebezinho completamente formado, mexendo-se bastante dentro do útero e com o coraçãozinho batendo. Seus olhos encheram-se de lágrimas e ela decidiu pensar melhor no que faria.
Semanas mais tarde ela nos procurou pra dizer que havia mudado de idéia e iria ter o bebê. Nós a ajudamos com roupas e outros artigos pro recém-nascido. No final da gestação ela me procurou e quis participar das aulas de preparo para o parto. Compareceu às 5 aulas que eu dou, semanalmente, junto com outros 2 casais. E seu namorado veio junto e era evidente a felicidade do casal com a vinda do bebê.
Ela teve um menino 1 mês antes do nascimento da Julia. O casal está junto e até sua filha de 11 anos está adaptada ao novo “pai”. Ela veio ao Pregnancy Center esta semana pra conversar comigo, mostrar seu bebê e conhecer a Julia mas eu não estava lá, infelizmente. Ela conversou com a diretora do centro (que a aconselhou na sua primeira vinda ao P Center) e, com os olhos cheios de lágrimas, disse que não tinha palavras pra agradecer a ajuda que recebera de nós, principalmente abrindo-lhes os olhos para as consequências do aborto. E disse que seu filho é uma das maiores alegrias que ela poderia ter e que não imagina sua vida sem ele.
GLÓRIA A DEUS!!! Essa foi uma história com final/começo feliz. Gostaríamos que todas fossem assim mas infelizmente não são.
Sempre que pensarem em mim, orem pelo trabalho no Pregnancy Center e pela lei do aborto nos EUA. Cremos que essa lei ainda pode mudar.
Nós, no Brasil, somos abençoados pelo fato do aborto se ilegal. E devemos isso à Igreja Católica que é totalmente contra o aborto! Sabemos que abortos acontecem no nosso país mas o fato de ser ilegal faz uma grande diferença na forma como as pessoas encaram o procedimento. Temos, pelo menos, 3000 abortos por dia aqui. Ja pensaram quantas vidas perdemos por ano? Triste realidade; mas temos esperança de que mude um dia e tentamos fazer nossa pequena parte no Pregnancy Center.
Um comentário:
Olá Coca e família Schaetzle.
Em primeiro lugar quero dar os parabéns pela Júlia que é linda e com certeza já muito abençoada pelo Senhor.
Tenha certeza que mesmo com as dificuldades que você teve com o parto e com a amamentação ela sempre vai lhe amar muito , pois ela já está sendo amada e cuidada por vocês desde a sua concepção.
Sinto que o Senhor quer lhe mostrar que não existe uma única forma de amar ou de demonstrar o seu amor. .Assim também não existe uma única forma de ser Pediatra , pois você está sendo usada para que os pais amem e cuidem de seus bebês desde o ventre materno.
Que Deus esteja lhe preparando e fortalecendo ainda mais para este lindo ministério.
Beijos
Denise.
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